Zeca

Não serei hipócrita ao ponto de dizer que Zeca Afonso sempre foi dos meus artistas preferidos. Isso seria mentir descaradamente. Mas é verdade que um dos primeiros CD que comprei foi o que imortalizou em suporte digital o último concerto, no Coliseu dos Recreios, do autor dos Vampiros.
Se disser que Zeca Afonso é, provavelmente, o cantautor que menos aprecio se o comparar com os outros cantautores de referência - Sérgio Godinho, José Mário Branco e Fausto - estou a ser sincero. Mas não posso esquecer que se não fosse o Zeca e a modernidade que imprimiu à música nacional talvez os outros não surgissem com a pujança e com a qualidade com que nos brindam até hoje.
Portanto, a bem da memória histórica, hoje que passam 20 anos desde a morte de Zeca Afonso, aqui fica a minha homenagem, em forma de recordação do seu talento.

5 Comments:
gostando ou não, a verdade é que o ZEca Afonso é os passos da liberdade e é as canções imortais de luta e coragem...
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Daniela, at 24 Fevereiro, 2007 19:08
Lembro-me como se fosse hoje: vinha de casa dos meus avós (já falecidos) em S. Mamede de Infesta, quando ouvi na rádio que Zeca Afonso tinha morrido... nunca mais me esqueço desse episódio, e quase que posso apontar o local do percurso em que ouvi tal coisa.
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McBrain, at 25 Fevereiro, 2007 11:01
"Cobre-te canalha co'a mortalha, hoje o rei vai nú!!"
Zeca é imortal e intemporal... ainda hoje Portugal precisa de Zecas a gritar bem alto as suas letras.
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Anónimo, at 27 Fevereiro, 2007 15:05
há um bar em santiago de compostela onde o musicol que por lá passa vai desde o zeca ao fausto, conheces?
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enxofre, at 08 Março, 2007 10:05
Conheço um que se chama Avante! É esse?
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José Carlos Gomes, at 08 Março, 2007 11:20
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